Orar com os Místicos

  • A alegria da vida em comunidade
    por misticos on Julho 21, 2026 at 11:03 pm

    «Crede, irmãs, que, servindo-O como deveis, não encontrareis melhores parentes que os que Sua Majestade vos enviar. Eu sei que é assim, e afeitas a isto, – como estais-, e entendendo que em fazer outra coisa faltais ao verdadeiro Amigo e Esposo, crede que muito em breve ganhareis esta liberdade, e que, daqueles que vos

Claustro

  • A urgência de deixar-se habitar pelo Amor
    por Ana Paula Capão on Julho 21, 2026 at 2:14 am

    A urgência de deixar-se habitar pelo Amor Cada ser humano é protagonista e responsável pela história, assumindo o dever de construção da paz e da transformação do mundo. Como é que a perspetiva cardiocêntrica, profundamente humana, de João de Yepes Alvarez, continua hoje a interpelar um mundo ferido e a apontar-nos o caminho de reconciliação? «São João, nas suas epístolas, deseja que tenhamos “sociedade” com a Santíssima Trindade: esta palavra é tão doce, é tão simples. Basta – di-lo São Paulo – basta acreditar: Deus é espírito e é pela fé que nos aproximamos d’Ele» (Santa Isabel da Trindade 1880–1906 | Carta 273). Que homem será hoje o cristão para poder acolher e escutar, na sua circunstância histórica específica, a palavra da revelação essencial, a única capaz de sustentar sentido a um ser que vive imerso numa angustiante incerteza ontológica, quanto ao presente e ao futuro? Encarando o homem como o necessário pressuposto da adesão à revelação, ele terá de ser entendido como dimensão de liberdade que pode acolher ou rejeitar a Palavra. Todavia, o homem, experienciando-se como limitado, finito e incapaz de sustentar a sua própria existência, sentiu desde sempre a necessidade de busca da transcendência libertadora de um solipsismo que lhe impedia uma vida plena – mesmo antes de tomar consciência, ele já é porta aberta ao mistério inefável. O ser humano, na trajetória de se constituir como pessoa, depara-se com um feixe de possibilidades que exigem escolha, compromisso e responsabilidade. Toda a sua ação implica o homem na sua totalidade como ser a caminho, tendo por horizonte o Mistério Absoluto. A criatura, no seu ser, depende do vínculo que ela tem com o Criador. Desfazer este vínculo significaria voltar ao nada, a ser aniquilada. A criatura, entendida como radicalmente derivada do Ser, depende deste vínculo ontológico com o Absoluto, deste laço de amor, para poder ser, e assim não ser aniquilada no nada. Deus é mais próximo à criatura que ela a si mesma, uma vez que o seu ser lhe é comunicado pelo Absoluto, por participação e analogia. Deus tem o seu ser em si mesmo, que por amor absoluto se dá, de modo gratuito, na criação. A criatura emerge, assim, da essência do Absoluto e pode ser lida como Palavra de Deus viva, como traço da matriz transcendente no imanente. O ser humano, entendido como espírito no mundo imerso numa realidade terrena, numa contingência espacial e temporal, assume um duplo desafio: o conhecimento da matéria, na qual deixa a marca da sua mão transformadora e, simultaneamente, o projeto de se constituir como pessoa, entendida como racionalidade e liberdade. Neste processo vislumbra a presença constante de uma transcendência doadora de sentido, mas que escapa ao conhecimento conceptual e discursivo. Segundo Rahner, eminente teólogo jesuíta do séc. XX, a busca de Deus não pode olvidar a realidade física e material, que é em si um ente diferencial da transcendência e, simultaneamente, o resultado da marca de água do Criador na substância criada. A inquietante e radical interrogação pelo Absoluto não foi silenciada nem pelas críticas racionalistas, que a consideravam como exemplo de vãs derivas metafísicas, nem pelo sucesso da sistematização experimentalista e matematizante. Todavia, a situação existencial observada no mundo ocidental contemporâneo, carateriza-se pelo simultâneo declínio de católicos comprometidos que assumem o mundo como espaço privilegiado de revelação da Palavra, assim como o aumento vertiginoso de pessoas que, negando os dogmas e a transcendência, se dizem sem religião. Serão múltiplos os fatores explicativos para este declínio, mas a verdade é que a humanidade, ao afastar-se de Deus, cai numa orfandade, num vazio interior que a priva dum horizonte de sentido, dum rumo novo, duma vinculação de amor que lhe permita viver de modo pleno. Há, contudo, que saber aceitar que, mesmo na vivência de crises profundas, o Mistério está presente – como Ele prometeu, o Paráclito ficará connosco! – e caminhando, pela fé, em escura noite, abdicando da vontade de tudo explicar e controlar, podemos antever o encontro com o Senhor da vida. Há certamente uma decisão a tomar que implica a viagem por um caminho terapêutico de superações ativas, passivas, empenhadas e difíceis, em que somos convidados a prescindir da luz natural do entendimento e, por livre adesão, por pura fé, a aceitar a direção da luz divina capaz de iluminar os sentidos do espírito, que nos permitirá saborear a doçura do vínculo estreito com Jesus, do aroma de perfume que o vento não dissipa. Apesar dos templos semivazios, penso que entre o homem e Deus existe um laço tão estreito, tão íntimo, que nos permite afirmar que o homem comum, no seu dia a dia, já caminha com Deus, mesmo que não tenha palavras para significar esta relação ou ainda não vivencie […]

Em casa de São João da Cruz

Cântico Espiritual (1)

[Segunda redacção = CB]Canções entre a alma e o Esposo Esposa

Romance sobre o salmo “Super flumina Babylonis”

Sobre a margem das correntesQue em Babilónia encontravaLá eu me sentei chorandoE ali a terra regavaRecordando-me de ti,Ó Sião, a quem amava;Tua lembrança era doceE com ela mais chorava.Deixei os trajes de festa,Os de trabalho tomavaE pendurei nos salgueirosA música que levava,A depondo na esperançaDo que de ti esperava.Ali me feriu o amorE o coração […]

Poema 9

Sobre o nascimento Já sendo chegado o tempoEm que de nascer havia,Assim como desposadoDo seu tálamo descia,Abraçado à sua esposa,Que em seus braços a trazia;O qual a Mãe graciosaEm um presépio estendia,No meio de uns animaisQue na altura ali havia.Diziam cantos os homensE os anjos melodiaFestejando os esponsóriosQue entre aqueles dois havia:Deus, porém, nesse presépioAli […]

Comunidades

Braga: pontoCarmo
  • Festa de Nossa Senhora do Carmo

    No silêncio onde Deus acende a alma, surge a Senhora do Carmo — luz mansa que desce como brisa sobre quem a invoca. O seu escapulário repousa no peito como promessa, como caminho, como abraço que não se desfaz. Em Braga, os Carmelitas Descalços, na Igreja do Carmo, guardam este fogo antigo, e todos os …

Braga: Verbos da Palavra
  • Amou

    Há momentos em que o nosso coração parece vazio e gelado. A simples presença dos outros nos incomoda – pais, irmãos, cônjuges, amigos, etc.Perante as desgraças do mundo, não sentimos nada.E secretamente perguntamo-nos no interior: «Serei eu humano ou um monstro? Terei eu sentimentos?».É nestes momentos que Jesus, diante da experiência do nosso nada e …

Porto
  • Encerramento da Catequese Stella Maris

    No passado dia 20 de junho, os catequizandos da Catequese Stella Maris juntamente com as suas famílias, acompanhados pelo Frei Francisco Maria Braguês e pelos seus catequistas, reuniram-se na Quinta do Menino Jesus de Praga, em Deão (Viana do Castelo), para assinalar o encerramento de mais um ano catequético. A jornada teve início com a …

Viana do Castelo
  • Semana Santa 2026

    A Semana Santa é um tempo de silêncio, entrega e renovação interior. A Igreja do Carmo, em Viana do Castelo, dos Carmelitas Descalços convida-te a

Funchal
  • Domingo XVI do Tempo Comum (Ano A)

    Hoje, Jesus apresenta-nos a parábola do trigo e do joio (Mt 13, 24-43). À primeira vista, os servos querem arrancar imediatamente o joio. Mas o dono do campo responde: “Não. Deixai crescer um e outro até à ceifa.” Esta resposta revela a paciência de Deus. Nós, muitas vezes, queremos soluções rápidas: eliminar tudo o que está … Continuar a lerDomingo XVI do Tempo Comum (Ano A) →

Avessadas
  • Horários das Celebrações de Páscoa

    Dia 2 de abril, Quinta-feira Santa: Missa da Ceia do Senhor: 18h Ofício de Leituras: 21h Vigília de adoração até à meia-noite. Dia 3 de abril, Sexta-feira Santa: Laudes: 8h Celebração da Paixão do Senhor: 18h Dia 4 de abril, Sábado Santo Ofício de Leituras e Laudes: 8h Vésperas: 18h45 Vigília Pascal: 21h30 Dia 5

Carmelo
  • «Desejei ardentemente comer “contigo”está Páscoa antes de Padecer

    Este desejo ardente de Jesus é o que dá o verdadeiro sentido à nossa Quaresma e à nossa Páscoa. Jesus di-lo aos seus discípulos quando está a chegar a sua hora e di-lo a cada um de nós como preparação para a Páscoa. Fazer silêncio e acalentar dentro de nós este desejo ardente de Jesus faz-nos

Agenda OCD

07 a 15 de julho de 2026 - Novena de Nossa Senhora do Carmo. Igreja do Carmo, Funchal.

12 de julho de 2026 - “De véspera com S. Teresa dos Andes”. Orienta: Isabela Neves. Online, 21h30.

15 de julho de 2026 - “De véspera com Nossa Senhora do Carmo”. Orienta: Fr. João Costa e Verónica Parente. Online, 21h30.

03 a 08 de agosto de 2026 - Férias orantes. Convento de Avessadas. 

08 de agosto de 2026 - “De véspera com S. Teresa Benedita da Cruz”. Orienta: Rui Guerra. Online, 21h30.

24 a 28 de agosto de 2026 - Retiro para Sacerdotes. Domus Carmeli e Carmelo de S. José, Fátima.

(a presente agenda poderá sofrer modificações)

Espiritualidade

  • Velhice e tempo na Bíblia
    por Espiritualidade on Junho 30, 2026 at 6:14 am

    Armindo Vaz, OCD Quem não lê as histórias de longevidade dos anciãos bíblicos perde a incalculável riqueza que os potenciais anciãos de hoje podem herdar. De facto, a longevidade daqueles

Atividades

Pastoral da Espiritualidade

Centros de espiritualidade

Alojamento, refeições e espaços para reuniões.

Frei João da Ascensão

1787 a 1861

Revista de Espiritualidade

Revista ciêntífica

Mensageiro do Menino Jesus de Praga

Os amigos os Menino Jesus

A Ordem dos Carmelitas Descalços (OCD)

foi fundada por Santa Teresa de Jesus e S. João da Cruz. Dela fazem parte as Irmãs Carmelitas Descalças, os Padres e Irmãos Carmelitas Descalços e os Seculares Carmelitas Descalços (OCDS). Todos, formamos uma só família com estes três ramos.

Rezar com

Os santos carmelitas

Festa a 1 de outubro

Santa Teresinha do Menino Jesus

No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor.

Solenidade a 14 de dezembro

São João da Cruz

Onde não há amor, coloque amor e encontrará amor.

Festa a 9 de novembro

Santa Isabel da Trindade

Ó meu Deus, Trindade que eu adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente, para me estabelecer em vós, imóvel e pacífica como se já a minha alma estivesse na eternidade.

Festa a 9 de agosto

Santa Edith Stein

As almas que o Senhor preparou e provou por meio de frequentes uniões temporais, revelações extraordinárias, sofrimentos e tentações de toda a espécie, quer uni-las consigo.

Vocações

Somos a Ordem dos Carmelitas Descalços (OCD) fundados por Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, no séc. XVI, em Ávila, Espanha. Os nossos fundadores criaram esta nova ordem a partir da tradição da Ordem do Carmo, que nos lega como Mãe, Irmã e Modelo de consagração a Virgem Maria, a Quem invocamos como Nossa Senhora do Carmo.

O carisma carmelita descalço está fortemente marcado pelos ideais da comunhão fraterna e da oração fecunda e apostólica. Também é parte da nossa identidade a contemplação de Deus, o amor e a imitação da Virgem Maria e S. José, que haveriam, segundo o desejo de Santa Teresa, inspirar e proteger a vida das comunidades e fraternidades carmelitas. Desta forma, nos nossos dias, o Carmelo Descalço pode ser uma Casa e Escola de Comunhão com Deus e entre os irmãos convocados a partilharem a vida, seja nos conventos, seja nos grupos de leigos, formados por jovens, adultos e famílias.

Como comunhão de uma única Família, em três ramos, todos assumem, segundo a sua especificidade própria, o compromisso de serem um testemunho alegre da íntima comunhão com Deus e com os irmãos. Deste modo, vão transbordando para o mundo a abundância do amor que Deus derrama em seus corações pela oração, entendida como trato amigo e contínuo com Cristo.

Domus Carmeli
R. Imaculado Coração de Maria, 17
2495-441 Fátima
Tlf. 249 530 650

Questões vocacionais: vocacoes@carmelitas.pt

Informação e inscrição no Rumos: amigos@carmelitas.pt