[Oração e oferenda]
Ó Amor! Ó Amor! Rogo-Te que Te dês às
criaturas.
Faz, ó meu Jesus, que aqueles que ainda Te
esperam
não permaneçam mais tempo no erro
pois Tu já vieste uma vez.
Faz, eu Te peço, ó meu Jesus,
que conheçam quão vã e falaz é a sua
esperança.
Àqueles que como ovelhas extraviadas se
apartaram de Ti
faz com que regressem ao Teu amor
e Te reverenciem como seu pastor.
Ó Amor, faz com que os que não acreditam
voltem a Ti,
pois todos são Tuas criaturas.
Ó amor, se se pudesse ver o que somos sem Ti
não de uma mas de mil mortes ficaríamos sem
vida.
Eu te peço, ó meu Jesus,
concede-me tantas almas quantos passos hoje
terei de dar.
Ah, meu Jesus!
Concede-me uma voz forte
que seja ouvida em todas as partes do mundo,
por forma a que este amor seja de todos
conhecido e amado.
Que o veneno do amor-próprio, contrário ao
Divino Amor, não nos oculte esta sabedoria.
Ó Amor! Tu és grande e digno de todo o
louvor.
Porém, quem poderá louvar-Te como mereces?
Mesmo que as línguas dos homens e as dos
Anjos,
as estrelas do céu e as pequeníssimas areias
do mar,
as plantas da terra e as gotas de àgua,
e os pássaros se convertam em línguas para Te
louvar
de modo algum serão suficientes.
Ó Pai Eterno! Ó Protector das criaturas!
Contempla, Pai, o teu Filho Unigénito
que conTigo é um só Deus
e que obedecendo-Te se fez Homem.
Olha-O todo chagado é por Ele que te peço que
perdoes.
Contempla, de novo, ó Pai, a alma de cada
criatura
que é Tua pela criação
que é Sua pela redenção.
Já que Ele a remiu com o seu Sangue,
com a Sua Paixão e Morte!
Ó Pai Eterno!
Não deixes que se percam essas almas que são
Tuas,
mas perdoa-lhes pela Tua graça e misericórida
e faz com que nunca fiquem abandonadas
pela Tua divina graça.
Para onde quer que olhe só vejo malícia!
Ó Pai! Ó Verbo! Ó Espírito!
Ó Deus trino e uno!
Fazei que recebamos pessoalmente a Tua luz,
para que por ela possamos conhecer e lutar
contra o mal.
E a mim concede-me que possa trabalhar por
estas almas,
dando a vida se tal for necessário.
Ó Verbo!
Como poderei ver uma criatura criada por Ti
que não participe da Tua vida, Tu que és a
suma bondade?
Gostaria que se encontrassem mil vezes mil
e de novo mil vezes mil milhões de almas
que sempre proclamassem estas palavras:
Não a nós, Senhor, não a nós mas ao vosso
Nome dai glória!
Ó meu Jesus,
também o teu Sangue clama:
ó Amor, escuta a voz do Teu Sangue!
Ó Verbo!
Não te afastes de mim
enquanto eu vir uma alma que esteja privada
da Tua luz!
Eu não sou digna de ser ouvida:
não me ouças a mim, que sou demasiado
presunçosa,
mas a voz do Teu Sangue.
Eu Te ofereço todo o Sangue
que derramaste na Circuncisão,
que em agonia derramaste durante a Oração no
Horto,
que derramaste estando atado à coluna
que derramaste durante toda a Paixão.
Eu Te ofereço todas as obra que realizaste
durante os trinta e três anos que estiveste
entre nós
e tudo o que fizeste e sofreste
em toda a tua Vida, Paixão e Morte.
Eu Te ofereço Ti, ó Verbo,
aquele dulcíssimo e terno amor
com que amaste a Tua Santa Mãe,
e Te ofereço também o amor que Ela teve para
conTigo
e Te ofereço os todos os santos méritos e
privilégios.
Eu Te ofereço a Ti, ó Pai,
todo o sangue dos mártires
unido ao Sangue que o Verbo Incarnado
derramou.
Ofereço-te também toda a sabedoria e a
diligência,
as palavras e as fadigas de todos os santos
Doutores
em união do Sangue do Verbo Incarnado.
E, por fim, ofereço-Te todos os méritos
e as obras justas e santas de todas as
criaturas:
a humildade e a obediência, a caridade e a
misericórida
e a virtude de todos os eleitos
em união do Verbo Incarnado.
[S. Maria Madalena
de Pazzi]