Não te espantes do rigor
dos meus pecados
Ó Pastor, que com os teus
silvos amorosos
me despertaste do
profundo torpor.
Tu que fizeste o cajado
daquele Lenho
onde estendeste os teus
braços poderosos:
Vê a minha fé com os teus
olhos piedosos,
pois quero confessar o
meu amor
e a vontade de seguir com
empenho
os teus doces silvos e os
teus pés formosos.
Escuta, Pastor, Tu que
morres de amor:
não te espantes do rigor
dos meus pecados,
pois que tão amigo és do
pecador!
Espera; e escuta os meus
cuidados...
Mas como é que te digo
que me esperes
se estás, esperando-me,
de pés cravados?