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Ordem dos Padres Carmelitas Descalços em Portugal

   
 

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«O melhor teólogo
é aquele que sabe
explicar a teologia
como Jesus Cristo:
por meio de contos,
sem conceitos,
através da vida,
como fazia Jesus com
as suas parábolas
e com os acontecimentos
da vida quotidiana.
»

(Anthony de Mello)

 

Contos

Confiança até ao fim

 

Há alguns anos atrás ocorreu um terramoto na Arménia. Morreram muitas pessoas. Foi algo parecido ao que aconteceu em Novembro passado na Colômbia. Passado o primeiro susto, um papá que estava em casa no momento do terramoto, recordou-se que o seu filho estava no colégio e saiu disparado para o ir buscar. É que ele sempre tinha dito ao filho:

— ‘Aconteça o que acontecer, tu não te preocupes: eu chegarei para te ajudar’.

Quando chegou à escola verificou que o edifício estava ruído. O pai pôs-se, então, a chorar. Mas logo, sem desanimar, começou a escavar, a escavar, a escavar... Entretanto, outros pais se puseram a ajudá-lo. Mas estavam demasiado desesperados, e disseram-lhe:

— ‘Deixa ficar... Já chegamos muito tarde... Nada podemos fazer por eles’.

Chegaram também os bombeiros e disseram ao pai que podia ir pois havia perigo de incêndio e explosão, e eles mesmos (que eram profissionais) fariam todo o trabalho. Mas aquele papá, apenas repetia:

— ‘O senhor vai ajudar-me ou fazer um discurso’?

Ninguém o quis ajudar. Todos davam os filhos por perdidos. Na verdade, a escola estava completamente desfeita. Mas aquele pai continuou esgravatando, revirando destroços. Naquele azáfama permaneceu 8..., 12..., 24..., 36 horas... E quando levava 38 horas, completamente extenuado, ao retirar um pedregulho ouviu a voz do seu filho e chamou com todas as forças:

— ‘Armando! Armando!! Armando!!!’

— ‘Papá? Sou eu! Estamos aqui! Eu disse a todos os meninos que não se preocupassem pois tu virias para me salvar e que se tu me salvasses também os haverias de salvar a eles. Eu contei-lhes que tu sempre me dizias: — ‘Aconteça o que acontecer, tu não te preocupes: eu chegarei para te ajudar’. Tu chegaste, tu vieste salvar-me!

— Como estás?, perguntou o pai.

— Aqui estamos quatorze meninos dos 36 da turma. Temos muita fome e muito medo, mas agora tu já estás connosco...

— Vamos, meu filho, sai para fora; segura a minha mão que eu puxo-te!, disse o pai. Mas o filho respondeu-lhe:

— ‘Não, papá; disse o filho. Quero que saiam primeiros os outros meninos, porque aconteça o que acontecer eu sei que tu me hás-de tirar daqui!’

 


 

 

 
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