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Ordem dos Padres Carmelitas Descalços em Portugal

   
 

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«O melhor teólogo
é aquele que sabe
explicar a teologia
como Jesus Cristo:
por meio de contos,
sem conceitos,
através da vida,
como fazia Jesus com
as suas parábolas
e com os acontecimentos
da vida quotidiana.
»

(Anthony de Mello)

 

Contos

Primavera em Paris

 

Conta-se que havia um cego sentado numa calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito a giz branco, dizia: «Por favor, ajude-me, sou cego!»

Passou um publicitário em frente do cego, parou, olhou, leu o cartaz e viu o cego e no boné uns quantos cêntimos .

Quis ajudar aquele cego e, sem pedir licença, pegou no mesmo cartaz, virou-o, pegou no giz e escreveu um anúncio ligeiramente diferente. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi-se embora.

O cego apercebeu-se do que tinha sucedido mas não interferiu.

Pela tarde o mesmo publicitário voltou a passar em frente do cego que pedia esmola. Agora o seu boné estava cheio de moedas.

O cego reconheceu as pisadas e perguntou-lhe se havia sido ele quem escrevera no cartaz, sobretudo queria saber o que ele escrevera. O publicitário respondeu:

— «Sim. Fui eu. Mas não escrevi nada que não estivesse de acordo com o seu anúncio, apenas usei outras palavras.»

O publicitário sorriu e continuou o seu caminho. A mensagem que escrevera no cartaz dizia:

— «Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la!».

E nada pedia.


 

 

 
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