Eugénio Maria do Menino Jesus

Biografia

No dia 19 de Novembro, em Avignon, França, foi beatificado o Carmelita Descalço, Padre Eugénio Maria do Menino Jesus.

Henri Grialou nasceu dia 2 de Dezembro de 1894, na povoação de Aveyron. Desde criança que sentiu a vocação ao sacerdócio. Depois da I Guerra Mundial, sentiu intensamente a protecção de Santa Teresinha do Menino Jesus que foi descobrindo cada vez mais, ao ponto de o acompanhar ao longo de toda a sua vida.

Mais tarde, estando no Seminário Diocesano, descobriu os escritos de S.João da Cruz. A sua leitura levou-o a reorientar a sua vocação para o Carmelo Descalço. A 24 de Fevereiro de 1922, após a sua ordenação sacerdotal entrou na Ordem dos Carmelitas Descalços, recebendo o nome de Frei Eugênio Maria do Menino Jesus.
Enamorado pela Beleza de Deus e pelo amor a Maria, tão cultivado nos Carmelitas, o Padre Eugénio Maria dedicou-se de alma e coração ao seu ministério sacerdotal, servindo com todo o empenho a Igreja e a sua Ordem, desempenhando cargos de grande responsabilidade na França e em Roma.
Profundamente imbu√≠do da espiritualidade carmelita, dedicou-se √† promo√ß√£o da vida espiritual, apoiado na doutrina dos santos carmelitas, sobretudo Santa Teresa de Jesus, S. Jo√£o da Cruz e a sua conterr√Ęnea Santa Teresinha. Soube unir de forma harmoniosa a√ß√£o e contempla√ß√£o.
Integrou-nos na sua vida e no seu apostolado. Os seus escritos, sobretudo a sua grande obra, ¬ęQuero Ver a Deus¬Ľ, traduzido para v√°rias l√≠nguas, entre as quais o portugu√™s, revelam bem o esp√≠rito contemplativo e apost√≥lico da sua vida e pensamento.
Em 1932, com a colabora√ß√£o de Maria Pilar, fundou o Instituto Religioso, ¬ęNotre Dame de Vie¬Ľ, na cidade de Venasque, Fran√ßa, junto a um antigo santu√°rio mariano, com o mesmo nome. Este instituto secular, de leigos, consagrados e sacerdotes, pretende levar √† pr√°tica o ideal do Padre Eug√©nio Maria, conjugando a√ß√£o e contempla√ß√£o, alimentando-se mutuamente, de forma a testemunhar o Deus vivo no meio das realidades seculares.
Como sacerdote e diretor espiritual, conduziu muitas pessoas pelos caminhos da confian√ßa e do amor, operando grandes transforma√ß√Ķes nas suas vidas.
Toda a vida do Padre Eugénio Maria foi marcada por uma poderosa influência do Espírito Santo e da Virgem Maria.
Morreu a 27 de Março de 1967, numa segunda-feira de Páscoa, dia em que ele fazia questão de celebrar a alegria pascal de Maria, Mãe da Vida.
Agora, este novo Beato Carmelita intercede por nós para que também caminhemos pelos caminhos da confiança no amor misericordioso de Deus tal como os santos Teresa, João e Teresinha nos ensinaram.

ESCRITOS
‚Äď Quero ver a Deus, Ed Brasileira
‚Äď O teu amor cresceu comigo. Um g√©nio espiritual. Teresa de Lisieux, Ed Brasileira
‚Äď Os primeiros passos do Deus Menino, Ed Brasileira
‚Äď S√£o Jo√£o da Cruz. Presen√ßa de Luz, Ed Brasileira
‚Äď Roselyne Deglaire, Jo√ęlle Guichard, 15 dias com o Padre Eug√©nio Maria do Menino Jesus, Ed Brasileira
‚Äď R. R√©gue, Padre Eug√©nio Maria do Menino Jesus. Mestre espiritual para o nosso tempo, Ed Carmelo
- Contemplação do mistério Pascal de Jesus, Ed Carmelo

PENSAMENTOS
¬ęRezem a pedir o amor. √Č a √ļnica ora√ß√£o que devemos fazer. Pelas almas que amo, eu n√£o posso pedir sen√£o o amor: √© a √ļnica realidade que vale alguma coisa, √© a √ļnica d√°diva eterna a pedir para v√≥s¬Ľ.
¬ęQue importam as qualidades naturais! A grande riqueza √© sermos iluminados pelo Esp√≠rito Santo, e sermos transformados pelo Esp√≠rito¬Ľ.
¬ęUm Santo vivo n√£o √© inabal√°vel e o Esp√≠rito Santo n√£o o abandona nos momentos de dificuldade. A grande prova de santidade n√£o √© a aus√™ncia de tenta√ß√£o ou de cansa√ßo mas de persist√™ncia no caminhar, no reagir, no prosseguir em direc√ß√£o a Deus¬Ľ.
¬ęPe√ßamos √† Virgem Maria que nos ajude a assegurar ao Esp√≠rito Santo a fidelidade que ele espera de n√≥s. Que ela fortifique a nossa f√© t√£o fraca; f√© que deve atravessar a obscuridade e ultrapassar todas as ang√ļstias para chegar a Deus e acreditar n‚ÄôEle. Digamos-Lhe: ‚ÄúOfere√ßo-Vos todo o amor que esperais de mim; agora e sempre, at√© ao √ļltimo suspiro. Permiti, Senhor, que eu guarde esta fidelidade de amor¬Ľ.

 

 

ORAÇÃO

√ď Esp√≠rito de Amor‚Ķ
Dai a cada uma das nossas almas,
esta beleza, esta grandeza,
que sonhastes para elas
desde toda a eternidade.
Nós Vo-lo pedimos humildemente,
ó Pai Fonte de toda a luz,
ó Jesus nosso Irmão, nosso Mestre, nosso Rei,
ó Espírito Santo, Amor substancial,
Arquitecto e artesão dos desígnios de Deus.
Realizai inteiramente este pensamento de Deus.
Que nenhuma centelha deste amor que nos destinais
fique inactiva, mas desça sobre nós.
Uni-nos a Vós,
Entrevei já toda a nossa participação na vossa vida trinitária.
Nela encontraremos a nossa felicidade, e sei que Vós também
encontrareis nela uma glória, secundária é verdade,
mas, na qual, sabereis entretanto comprazer-Vos.
Eis a oração que fazemos,
ó Santíssima Trindade.
√Č para vossa gl√≥ria, vossa alegria,
para a expans√£o da vossa vida trinit√°ria.
Assegurai a sua eficácia por uma nova infusão do Espírito Santo.
Que cada dia, cada instante da nossa vida
marque um crescimento da vossa infus√£o.
E quando dominardes sobre cada um de nós
daremos testemunho de Vós
ali onde Vós nos enviais, como Vós nos enviais.
E neste apostolado do testemunho
encontraremos a nossa raz√£o de ser,
ó Pai, ó Filho, ó Espírito Santo.
Considerai o que fizestes,
e realizai inteiramente a vossa obra em nós,
e por nós, em todos aqueles que introduziremos
no mesmo desígnio de amor,
na vossa vida trinit√°ria,
junto de Vós e em Vós.
Amém.
Pentecostes de 1963, extracto da homilia.

 

2016-03-27

 

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